“Se você é varón vai jogar futebol, vai se chafurdar ou vai brigar”: Narrativas sobre papéis de gênero a partir de vozes de adolescentes transgênero e cisgênero da cidade de Medellin.
Conteúdo do artigo principal
Para abordar a compreensão dos papéis de gênero em um grupo de adolescentes transgêneros e cisgêneros com idade entre 11 e 18 anos, residentes na cidade de Medellín, entende-se que em sociedades ainda tradicionalistas como a Colômbia, modelos estritos de adequação e desejabilidade de ser mulher ou homem são mantidos por meio do processo de socialização, onde os papéis sociais atribuídos aos sexos correspondem a uma lógica binária dentro da qual as expressões da identidade trans representam a contradição das expectativas sociais em relação à tríade sexo / gênero / política. Foram desenvolvidas oito entrevistas semiestruturadas, realizadas a partir de uma perspectiva narrativa, elas foram co-construídas, tentando alcançar as noções únicas e particulares dos participantes, mas também compreendendo alguns elementos para os quais essas reflexões são compartilhadas, se cruzam e convergem. Verificou-se que tanto os adolescentes trans quanto os cis questionam fortemente algumas dessas regras estabelecidas, destacando as desvantagens para uns e os privilégios concedidos e outros. Nesse sentido, a exclusão da participação das mulheres na política e no exercício doméstico frequentemente delegado a elas foi explicitada nas narrativas como paradigmática dessas normas assimétricas de gênero. A genitalidade e a reprodução humana como lógica funcionalista que sobrecarrega a identidade de gênero na condição biológica, são questionadas pelos participantes trans, que dão maior importância às próprias identificações, necesidades afetivas, emocionais e sociais na construção da identidade de gênero. Todas as participações coincidem em evidenciar mudanças importantes na forma como os papéis sociais derivados de gênero são construídos e exigidos, visando sua transformação em prol de um olhar menos sexista no reconhecimento e na concretização dos papéis de gênero esperados e possíveis para todas as pessoas.
Downloads
##plugins.generic.pfl.publicationFactsTitle##
##plugins.generic.pfl.reviewerProfiles## Indisp.
##plugins.generic.pfl.authorStatements##
##plugins.generic.pfl.indexedIn##
-
##plugins.generic.pfl.indexedList##
- ##plugins.generic.pfl.academicSociety##
- Bogotá: Corporación Universitaria Iberoamericana
- ##plugins.generic.pfl.publisher##
- Bogotá: Corporación Universitaria Iberoamericana
Detalhes do artigo
Anzaldúa, G. E. (1987). Borderlands/La Frontera: The New Mestiza. San Francisco: Spinsters/Aunt Lute Books.
Arias, A. M., & Alvarado, S. V. (2015). Investigación narrativa: apuesta metodológica para la construcción social de conocimientos científicos, CES Psicología, 8 (2), 117-181
Arnett, J.J. (2008). Adolescencia y adultez emergente: un enfoque cultural. México: Pearson Educación
Bolívar, A. (2002). “De nobis ipse silemus?”: epistemología de la investigación biográfico-narrativa en educación, revista electrónica de investigación educativa 4 (1), 2-26.
Butler, J. (2007). El género en disputa: el feminismo y la subversión de la identidad. Barcelona, España: Paidós Ibérica S.A.
Butler, J. (2017). Cuerpos aliados y lucha política. Hacia una teoría performativa de la asamblea. Bogotá: Paidos.
Butler, J. (2011). Marcos de Guerra. Las vidas lloradas. Política y Sociedad. Buenos Aires: Katz.
Castilla-Peón, M. F. (2018). Manejo médico de personas transgénero en la niñez y la adolescencia. Boletín Médico del Hospital Infantil de México. 7-14. Doi: 10.24875/BMHIM.M18000003 DOI: https://doi.org/10.24875/BMHIM.M18000003
Curiel, Ochy (2013). La Nación Heterosexual Análisis del discurso jurídico y el régimen heterosexual desde la antropología de la dominación. Bogotá: Brecha Lésbica y en la frontera.
Espósito, M., & González, M. (2015). En el cuerpo equivocado. Vivencia de la imagen corporal en personas transexuales, Anales de la Universidad Metropolitana 15 (2), 173-202.
Foucault, M. (2008). Historia de la sexualidad 1: la voluntad del saber. 2da. Edición. Buenos Aires: Siglo XXI Editores.
Lugones, M. (2008). Colonialidad y género. Tabula Rasa, 9, pp. 73-101. DOI: https://doi.org/10.25058/20112742.340
Luna, M. T. (2006). La intimidad y la experiencia en lo público, (tesis doctoral). Centro de estudios avanzados en niñez y juventud Universidad de Manizales-CINDE, Manizales
Palacios, J., Marchesi, A., Coll, C. (2006) Desarrollo psicológico y educación 1. Psicología evolutiva. Madrid: Alianza Editorial
PROFAMILIA. (2015). Encuesta nacional de demografía y salud. Recuperado en http://profamilia.org.co/docs/ENDS%20%20TOMO%20I.pdf
Rubin, Gayle (1989). Reflexionando sobre el sexo: notas para una teoría radical de la sexualidad. Biblioteca Virtual de las Ciencias Sociales. Buenos Aires: CLACSScott, J. (1995). Gênero: uma categoria útil para a análise histórica. Educ. e Realid., 20(2), pp. 71-100.
Toro, X. (2015). Niños y niñas transgéneros: ¿nacidos en el cuerpo equivocado o en una sociedad equivocada? Revista Punto Género, (5) 109-128.
Witting, M. (2006). El pensamiento heterosexual y otros ensayos. Madrid: Egales

